CORES DOS VULTOS
Este ensaio teve início em 1997, a partir de um estudo sobre o erudito e o popular na cultura nordestina. As fotografias revelam minha experiência sensorial com os folguedos, principalmente no estado de Pernambuco onde há uma forte preservação de tradições. Folguedos são manifestações que há muitos anos colaboram para o fortalecimento da identidade deste povo. Quem participa deles passa o ano...
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CORES DOS VULTOS
Este ensaio teve início em 1997, a partir de um estudo sobre o erudito e o popular na cultura nordestina. As fotografias revelam minha experiência sensorial com os folguedos, principalmente no estado de Pernambuco onde há uma forte preservação de tradições. Folguedos são manifestações que há muitos anos colaboram para o fortalecimento da identidade deste povo. Quem participa deles passa o ano inteiro à espera, se preparando para sair fantasiado. Desde criança vivencio o Carnaval e outras festas em minha cidade, Olinda - participar delas é como seguir uma religião. Os movimentos viscerais, intensos, frenéticos dos personagens - quase vultos - compostos por cores, vestimentas e danças, favorecem à construção do sagrado que está dentro de nós. A pele de cor negra surge como prioritária sugestão de riqueza estética, com seu contraste, brilho e contraposição à luz. É uma documentação poética-visual do imaginário festeiro de um povo.
COLORS OF THE FIGURES
This showing was initiated in 1997, from a study of classical and popular culture of the Northeast of Brazil. The photos show my sensory experience with the celebrations which take place in the state of Pernambuco where traditions have been strongly preserved. The celebrations which happen during the festivals have for many years been used to strengthen the identity of the people. Those who participate, spend the whole year waiting and preparing to go out dressed up in their costumes. As a child I experienced carnival and other festivals in my native city of Olinda - to join in them is like being a member of a religion. The visceral movements, intense, frenetic characters - almost spirits - composed of colors, costumes and dances, building up of the sacred that is within each of us. The black skin color appears as a priority suggested by the aesthetic richness, with its contrast, brightness and counter point to the light. It is a poetic-visual documentation of the image of a people celebrating.
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